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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Salve uma vida _ Cadastre-se!

Amigos,
esta semana reencontrei um colega que entrou comigo na empresa, o Leonardo e fui informada que infelizmente está passando por um caso na família semelhante ao da Heleninha. Depois de saber da nossa história, ele me pediu ajuda...


Eu sei bem o desespero pelo qual eles estão passando... graças a Deus a Heleninha tem um anjo salvador, caso precise, mas esse caso ainda não...


Eles estão desesperados para encontrar um doador de medula compatível com o Enrique... descobriram a leucemia quando ele tinha apenas seis meses de vida e hoje ele está com 3 aninhos... no caso dele o transplante é a salvação do pequeno. Eles são de Vitória/ES, mas o banco de cadastro de doadores é nacional.




Portanto, como sempre pude contar com a ajuda de MUITOS de vocês, mais uma vez vamos fazer a diferença... como??

Cadastrem-se no hemobanco mais próximo e convoquem amigos e parentes... 10ml de sangue são suficiente para o cadastro e se você der a sorte de poder salvar alguma vida, não tenha medo, você não sofrerá risco algum... o procedimento é simples e quase indolor.
Caso queiram conhecer mais a história do Enrique visite o blog dele http://meninoenrique.blogspot.com


Obrigada, mais uma vez, aos amigos que neste mundo fazem a diferença!

Um beijo, Keli

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Porta Mais Larga do Mundo

Conta-se que um dia um homem parou na frente do pequeno bar, tirou do bolso um metro, mediu a porta e falou em voz alta: dois metros de altura por oitenta centímetros de largura.
Admirado mediu-a de novo.
Como se duvidasse das medidas que obteve, mediu-a pela terceira vez. E assim tornou a medi-la várias vezes.
Curiosas, as pessoas que por ali passavam começaram a parar.
Primeiro um pequeno grupo, depois um grupo maior, por fim uma multidão.
Voltando-se para os curiosos o homem exclamou, visivelmente impressionado: "parece mentira!" esta porta mede apenas dois metros de altura e oitenta centímetros de largura, no entanto, por ela passou todo o meu dinheiro, meu carro, o pão dos meus filhos; passaram os meus móveis, a minha casa com terreno.
E não foram só os bens materiais. Por ela também passou a minha saúde, passaram as esperanças da minha esposa, passou toda a felicidade do meu lar...
Além disso, passou também a minha dignidade, a minha honra, os meus sonhos, meus planos...
Sim, senhores, todos os meus planos de construir uma família feliz, passaram por esta porta, dia após dia... gole por gole.
Hoje eu não tenho mais nada... Nem família, nem saúde, nem esperança.
Mas quando passo pela frente desta porta, ainda ouço o chamado daquela que é a responsável pela minha desgraça...
Ela ainda me chama insistentemente...
Só mais um trago! Só hoje! Uma dose, apenas!
Ainda escuto suas sugestões em tom de zombaria: "você bebe socialmente, lembra-se?"
Sim, essa era a senha. Essa era a isca. Esse era o engodo.
E mais uma vez eu caía na armadilha dizendo comigo mesmo: "quando eu quiser, eu paro".
Isso é o que muita gente pensa, mas só pensa...
Eu comecei com um cálice, mas hoje a bebida me dominou por completo.
Hoje eu sou um trapo humano... E a bebida, bem, a bebida continua fazendo as suas vítimas.
Por isso é que eu lhes digo, senhores: esta porta é a porta mais larga do mundo! Ela tem enganado muita gente...
Por esta porta, que pode ser chamada de porta do vício, de aparência tão estreita, pode passar tudo o que se tem de mais caro na vida.
Hoje eu sei dos malefícios do álcool, mas muita gente ainda não sabe. Ou, se sabe, finge que não, para não admitir que está sob o jugo da bebida.
E o que é pior, têm esse maldito veneno, destruidor de vidas, dentro do próprio lar, à disposição dos filhos.
Ah, se os senhores soubessem o inferno que é ter a vida destruída pelo vício, certamente passariam longe dele e protegeriam sua família contra suas ameaças.
Visivelmente amargurado, aquele homem se afastou, a passos lentos, deixando a cada uma das pessoas que o ouviram, motivos de profundas reflexões.

Extraído de www.reflexao.com.br


Você sabia que, segundo o Ministério da Saúde, no ano de 2001 foram internados 84.467 brasileiros por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso do álcool, demandando um gasto de mais 60 milhões de reais?

Ainda segundo o Ministério da Saúde, o álcool é a droga mais usada pelos jovens no Brasil.

Segundo pesquisa realizada em 14 capitais brasileiras em 2001, pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), o consumo começa cedo: em média, aos 13 anos. E o pior é que o álcool é a porta principal de acesso às demais drogas.

E você sabia que a influência da TV e do Cinema nos hábitos de crianças e adolescentes foi recentemente comprovada por pesquisadores da Escola de Medicina de Dartmouth, nos Estados Unidos?

Por todas essa razões, vale a pena orientar nosso filho para que não seja mais um a aumentar essas tristes estatísticas.

Um bótimo dia a todas!
Beijos, Keli.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cuidados com o que se come!

Amigas, uma semana iluminada para todas nós!
Segue um artigo muito importante que recebi esta manhã... eu já havia sido informada destas instruções e as li no livro que indiquei por e-mail a alguns amigos em 20/09/2008...

"Amigos, depois de passar por poucas e boas, recebi a indicação do livro "Anticâncer : Previnir e Vencer Usando Nossas Defesas Humanas de DAVID SERVAN-SCHREIBER" (R$24,70 no submarino), estou na metade dele e isso já me fez refletir sobre muitos hábitos que tenho e vou mudar... não só por mim, mas principalmente pela minha família, acabo de voltar ao tempo do "previnir a remediar"... acho que todo mundo deveria ler e depois tirar suas próprias conclusões..."

mas vale a pena lembrar:


Eu já não entendo, mas respeito, alguém gostar de Coca-Cola, mas o restante das informações vale muito a pena serem notadas e utilizadas...

Beijos, Keli

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Esperança... Ipê pode ajudar no tratamento contra o câncer

Saiu uma reportagem no dia 03/04/09 no Jornal Nacional sobre o uso do Ipê na cura do câncer... maravilhas acontecem... pena que muitos (Danieles, Valérias, Giovanas, Lorenas...) não tiveram tempo para usufruir destas e outras que estão por vir...

Ipê pode ajudar no tratamento contra o câncer

O lapachol já tinha sido usado no tratamento de câncer na década de 70, mas gerou efeitos colaterais. Pesquisadores da UFRJ criaram uma nova substância sintetizada que destruiu células cancerígenas.

Pesquisadores do Rio de Janeiro produziram uma substância que promete um tratamento mais eficaz e menos penoso contra o câncer. Os testes já foram feitos em células doentes, mas ainda não começaram em seres humanos. A substância que atraiu os pesquisadores é produzida pelo ipê, árvore nativa do Brasil e abundante por aqui. O lapachol já tinha sido usado no tratamento de pacientes com câncer na década de 70, mas gerou vários efeitos colaterais. Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) criaram agora uma nova substância em laboratório. Aproveitaram parte da composição do lapachol e de uma outra substância, extraída de uma planta do Canadá. “O nosso objetivo foi aproveitar o que havia de melhor em cada uma dessas estruturas e produzir uma nova substância que matasse as células cancerígenas e não apresentasse efeito tóxico significativo nos pacientes”, explica Paulo Roberto Ribeiro Costa, coordenador da pesquisa.

Os primeiros resultados foram positivos: a substância sintetizada foi testada em células de leucemia e câncer de pulmão de laboratório, que foram destruídas em três dias. Depois, o teste foi feito em camundongos sadios para verificar se eles apresentariam efeitos colaterais. Os animais não tiveram queda de pêlo, nem perda de peso, o que é comum em quimioterapias. O passo seguinte foi definitivo para a pesquisa.

A substância criada no laboratório foi aplicada em células retiradas de dez pacientes com leucemia do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Esses pacientes não respondiam mais ao medicamento considerado de ponta no tratamento da doença. A nova substância matou as células cancerígenas. Agora, os estudos estão sendo feitos em camundongos doentes. Daqui a dois ou três anos, o objetivo é começar a testar a substância em seres humanos. “Esses resultados trazem uma esperança muito grande mesmo para pacientes em estágios avançados do câncer”, destaca o biomédico Eduardo Salustiano, da UFRJ.
03/04/09 - 21h10 - Atualizado em 03/04/09 - 21h47

Que Deus abençoe estas mentes brilhantes e que a cobiça e a ganância não lhes envolvam o coração!

Só a título de informação, seguem três imagens das nossas variedades de Ipê, o roxo ou rosa, o amarelo e o branco.



Um beijo e muita esperança!
Keli

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Uma prova de amor ao próximo!


Você já parou para pensar como é difícil para alguém depender do sangue dos outros para sobreviver?
Olha, eu tive a alguns meses atrás uma experiência terrível... A Heleninha estava com o número de plaquetas (as células de coagulação do sangue, que impedem as hemorragias) baixíssimas, em pouquíssima quantidade mesmo! A quimioterapia era bastante agressiva e baixava todas as células do sangue, na verdade inibia a medula a produzir as células...
Ficamos em alerta! Ela estava bem, mas meio pálida demais, os dentinhos pareciam meio sujos, amarelados demais (eles são lindas canjiquinhas brancas)... até que começou a sangrar as gengivas dela e não parava, ela adormeceu... ligamos para o médico e ele falou para acompanharmos, caso o sangramento persistisse nós a levaríamos para o Hospital... eperamos uns 10 min e quando fomos abrir sua boquinha estava repleta de sangue... ela não conseguia nem engolir... fomos correndo para lá.
Quando chegamos o médico avaliou e pediu calma, mas que iriam interná-la para transfusão que aconteceria assim que eles conseguissem emprestar alguma bolsa de plaquetas... eu perguntei como assim? Ele me explicou que estavam sem bolsas de plaquetas no banco do Hospital e em todos os outros, que ligaram assim que ligamos da primeira vez, também não tinham nem para emprestar, Curitiba estava SEM doadores!
Vocês podem ter uma idéia de como me senti inútil? O médico falou que nem que o Pápa aparecesse lá e dissesse tirem meu sangue e usem, eles o fariam... tem todo um cuidado que o sangue precisa ter antes de ser transfundido... às vezes demora dois dias para ficar "pronto para o uso"...
Acabou que durante aquela madrugada ela ficou recebendo plasma (líquido do sangue)... enfim pela manhã, conseguiram "emprestar" as bolsas necessárias para a Heleninha...

Saiba mais lendo como é feito no Hospital Erasto Gaertner...

Para doar sangue é necessário:
Estar em boas condições de saúde;
Apresentar documento de identidade original com foto;
Ter entre 18 e 65 anos;
Ter peso mínimo de 50 kg;
Ter descansado no mínimo 6h nas últimas 24h;
Não estar gripado, com alergia ou febre;
Não estar grávida ou amamentando;
Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12h;
Não ter ingerido alimentos gordurosos no dia da doação;
Manter um intervalo de 2h após o almoço;

Não poderá doar:
Quem fez tatuagem nos últimos 12 meses;
Portadores de vírus da AIDS, HBV, HCV ou HTLV;
Pessoas que já viveram situações sexuais de risco acrescido;
Quem possui histórico de doença hematológica, cardíaca, renal, pulmonar, hepática, auto-imune, diabetes, hipertireoidismo, hanseníase, tuberculose, câncer, sangramento anormal, convulsão após os dois anos de idade ou epilepsia, sífilis, doença de Chagas ou malária;
Comportamento de risco: usuários de drogas ou relação com parceiros usuários de drogas, ou com parceiro não fixo nos últimos seis meses (sem preservativo);
Medicamentos: anticoncepcionais, vitaminas e medicações digestivas, permitem a doação de sangue. Antibióticos, corticoídes, antipsicóticos e algumas vacinas impedem temporariamente a doação;
Em casos de anemia;
Quem recebeu sangue nos últimos 12 meses;

Como é a doação?
Ao chegar, a pessoa fará um cadastro em nosso banco de dados;
Em seguida será submetida ao teste de Micro-hematócrito (para verificar se doador está com anemia), verificação dos sinais vitais (pressão arterial, batimento cardíaco e temperatura) e avaliação clínica (entrevista);
Não havendo problemas, a pessoa estará habilitada à doação;
Depois disso, é oferecido um lanche que deve ser tomado no local e, em seguida, o doador é liberado.

Interessante você saber que:

- A doação não traz risco à saúde;

- Todo material utilizado é descartável;

- Mulher em período menstrual pode doar, desde que não esteja sentindo cólicas, dor de cabeça ou com fluxo intenso;

- Quem doa sangue uma vez não é obrigado a doar sempre;

- Antes de ser utilizado, o seu sangue passará pelos seguintes exames: Hepatite B, Hepatite C, Sífilis, Chagas, HTLV, HIV;

- Intervalo mínimo entre as doações:Homens - 60 dias e no máximo 4 vezes ao ano;Mulheres - 90 dias e no máximo 3 vezes ao ano.

- Doar sangue é seguro? Sim, todo o material utilizado na doação é descartável, de uso único e não oferece qualquer risco ao doador.

Preciso ter algum cuidado especial após a doação?
Depois de doar sangue:
- Tome bastante líquido.
- Não fume por 2 horas a pós a doação.
- Evite bebidas alcoólicas no dia da doação.
- Evite esforços físicos no dia da doação.
- Só deixe o banco de sangue se estiver se sentindo bem.

O que acontece com o sangue doado?
Após a doação, o sangue é encaminhado para fracionamento, onde é dividido em até quatro hemocomponentes, beneficiando até quatro pacientes. As amostras serão encaminhadas para a realização de exames exigidos por lei (tipagem ABO e RH), pesquisa de anticorpos irregulares e hemoglobina S e pesquisa de doenças infecciosas (HIV, hepatites B e C, chagas, vírus HTLV I/II e sífilis). e depois encaminhado para os pacientes...

Quando vou receber os resultados do exame do meu sangue?
Em 15 dias os resultados ficam disponíveis em nosso banco de dados, podendo ser retirados pelo próprio doador ou por alguém conhecido, mediante a apresentação do protocolo de doação ou documento oficial com foto.

COMO SE DÁ O PROCESSO DE DOAÇÃO DE PLAQUETAS POR AFÉRESE
O sangue é retirado do doador, separado nos seus componentes e as plaquetas são coletadas e armazenadas numa bolsa do circuito descartável e estéril acoplado ao equipamento de aférese (automatizada). Os outros componentes sanguíneos são devolvidos ao doador. A duração média da coleta é de cerca de 90 minutos. A doação de plaquetas por aférese oferece a vantagem de coletar de um único doador, um componente com número de plaquetas suficiente para transfusão em um adulto.
Numa doação de sangue convencional, seriam necessários seis doadores para obter o mesmo número de plaquetas. O concentrado de plaquetas coletado pode ser mantido em estoque, no máximo, por cinco dias. Esse é um dos fatores que contribuem para a necessidade constante de doação de plaquetas, principalmente por aférese.

Olhem, não tem dinheiro no mundo que salve uma vida que precise de sangue se ele não existe disponível em lugar algum...
O mundo precisa de pessoas mais generosas com as outras, pensem nisso, sejam doadores!
Além de não fazer mal, vai ajudar a salvar vidas e ainda terão um check-up gratuito!
Vá lá, dói um pouquinho, mas pense se é maior que a dor de uma mãe ao ver sua filhinha se esvair, sem nada por fazer...

Um beijo e boa noite, Keli.

terça-feira, 10 de março de 2009

Muito importante! NOVO protocolo para câncer de pulmão e mama


Amigas, recebi este e-mail repassado pela minha irmã... achei muito útil mostrar a quem interessar uma nova luz...

Esta mensagem, embora eu espere que o problema não se confirme, pensei primeiramente em você Ju....


A Equipe de Oncologia da Faculdade de Medicina do ABC informa que, além do tratamento de todos os casos oncológicos inteiramente grátis, estão com protocolo novo para câncer de pulmão e mama, com novos medicamentosqueainda não estão disponíveis no mercado e que estão dando umanova perspectiva no tratamento destas duas neoplasias.

** Caso vocês conheçam alguém que tenha um destes dois tipos detumores e queiram fazer o uso deste novo protocolo, poderão indicaresta equipe, pois o tratamento, além de gratuito e inédito, faz partedeprojeto multicêntrico mundial.

** Endereço: Centro de Pesquisa em Oncologia
** Av. Príncipe de Gales, 821 - anexo 3 - Oncologia.
** Santo André SP (Prédio da Faculdade)
** Fone: (11) 4993.5491 **
** Marcar consulta que logo será agendada **


** POR FAVOR
** Repasse a tantos quantos você puder. Só quem enfrenta problemassemelhantes sabe a importância de uma opção nova, uma esperança nova.
** Vera Lúcia S. Cunha
** Secretária da Pós-Graduação de Pneumologia

Espero que ajude alguém...

Muito obrigada pela sua visita!!!

sábado, 7 de março de 2009

O Ser Humano é limitado...


A poucas semanas meu pai levou um choque com uma surpresa ruim... o diabetes... estava com a glicemia superior a 300, o limite é 100, estava perdendo peso, sempre cansado... Mas com uma dieta correta e exercícios, voltou aos 100... e a vida voltou ao normal...

Pensei então: Minhas amigas também devem conhecer alguém que esteja vivendo esta realidade, então vamos compartilhar informações...

DIABETES MELLITUS ( DM )
Sinônimos: Diabetes, hiperglicemia
Nomes populares: Açúcar no sangue, aumento de açúcar

O que é ?
Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características.
O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências tanto quando surge rapidamente como quando se instala lentamente. Nos dias atuais se constitui em problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença, principalmente no Brasil. Apresenta diversas formas clínicas, sendo classificado em:

Diabetes Mellitus tipo I: Ocasionado pela destruição da célula beta do pâncreas, em geral por decorrência de doença auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina.

Diabetes Mellitus tipo II: Provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina associado a uma relativa deficiência de sua secreção.

Outras formas de Diabetes Mellitus: quadro associado a desordens genéticas, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas.

Diabetes Gestacional: Circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação, em paciente sem aumento prévio da glicose.

Como se desenvolve?
Conforme pode ser observado no item acima (formas clínicas), são várias as causas do DM.
No DM tipo I, a causa básica é uma doença auto-imune que lesa irreversivelmente as células pancreáticas produtoras de insulina (células beta). Assim sendo, nos primeiros meses após o início da doença, são detectados no sangue dos pacientes, diversos anticorpos sendo os mais importantes o anticorpo anti-ilhota pancreática, o anticorpo contra enzimas das células beta (anticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico - antiGAD, por exemplo) e anticorpos anti-insulina.
No DM tipo II, ocorrem diversos mecanismos de resistência a ação da insulina, sendo o principal deles a obesidade, que está presente na maioria dos pacientes.
Nos pacientes com outras formas de DM, o que ocorre em geral é uma lesão anatômica do pâncreas, decorrente de diversas agressões tóxicas seja por álcool, drogas, medicamentos ou infecções, entre outras.

O que se sente ?
Os sintomas do DM são decorrentes do aumento da glicemia e das complicações crônicas que se desenvolvem a longo prazo. Os sintomas do aumento da glicemia são: sede excessiva, aumento do volume da urina, aumento do número de micções, surgimento do hábito de urinar à noite, fadiga, fraqueza, tonturas, visão borrada, aumento de apetite, perda de peso..

Estes sintomas tendem a se agravar progressivamente e podem levar a complicações severas que são a cetoacidose diabética (no DM tipo I) e o coma hiperosmolar (no DM tipo II). Os sintomas das complicações envolvem queixas visuais, cardíacas, circulatórias, digestivas, renais, urinárias, neurológicas, dermatológicas e ortopédicas, entre outras.

Sintomas visuais: O paciente com DM descompensado apresenta visão borrada e dificuldade de refração. As complicações a longo prazo envolvem diminuição da acuidade visual e visão turva que podem estar associadas a catarata ou a alterações retinianas denominadas retinopatia diabética. A retinopatia diabética pode levar ao envolvimento importante da retina causando inclusive descolamento de retina, hemorragia vítrea e cegueira.

Sintomas cardíacos: Pacientes diabéticos apresentam uma maior prevalência de hipertensão arterial, obesidade e alterações de gorduras. Por estes motivos e, principalmente se houver tabagismo associado, pode ocorrer doença cardíaca. A doença cardíaca pode envolver as coronárias, o músculo cardíaco e o sistema de condução dos estímulos elétricos do coração. Como o paciente apresenta em geral também algum grau de alteração dos nervos do coração, as alterações cardíacas podem não provocar nenhum sintoma, sendo descobertas apenas na presença de sintomas mais graves como o infarto do miocárdio, a insuficiência cardíaca e as arritmias.

Sintomas circulatórios: Os mesmos fatores que se associam a outras complicações tornam mais freqüentes as alterações circulatórias que se manifestam por arteriosclerose de diversos vasos sangüíneos. São freqüentes as complicações que obstruem vasos importantes como as carótidas, a aorta, as artérias ilíacas, e diversas outras de extremidades. Essas alterações são particularmente importantes nos membros inferiores (pernas e pés), levando a um conjunto de alterações que compõem o "pé diabético". O "pé diabético" envolve, além das alterações circulatórias, os nervos periféricos (neuropatia periférica), infecções fúngicas e bacterianas e úlceras de pressão. Estas alterações podem levar a amputação de membros inferiores, com grave comprometimento da qualidade de vida.

Sintomas digestivos: Pacientes diabéticos podem apresentar comprometimento da inervação do tubo digestivo, com diminuição de sua movimentação, principalmente em nível de estômago e intestino grosso. Estas alterações podem provocar sintomas de distensão abdominal e vômitos com resíduos alimentares e diarréia. A diarréia é caracteristicamente noturna, e ocorre sem dor abdominal significativa, freqüentemente associado com incapacidade para reter as fezes (incontinência fecal).

Sintomas renais: O envolvimento dos rins no paciente diabético evolui lentamente e sem provocar sintomas. Os sintomas quando ocorrem em geral já significam uma perda de função renal significativa. Esses sintomas são: inchume nos pés (edema de membros inferiores), aumento da pressão arterial, anemia e perda de proteínas pela urina (proteinúria).

Sintomas urinários: Pacientes diabéticos podem apresentar dificuldade para esvaziamento da bexiga em decorrência da perda de sua inervação (bexiga neurogênica). Essa alteração pode provocar perda de função renal e funcionar como fator de manutenção de infecção urinária. No homem, essa alteração pode se associar com dificuldades de ereção e impotência sexual, além de piorar sintomas relacionados com aumento de volume da próstata.

Sintomas neurológicos: O envolvimento de nervos no paciente diabético pode provocar neurites agudas (paralisias agudas) nos nervos da face, dos olhos e das extremidades. Podem ocorrer também neurites crônicas que afetam os nervos dos membros superiores e inferiores, causando perda progressiva da sensibilidade vibratória, dolorosa, ao calor e ao toque. Essas alterações são o principal fator para o surgimento de modificações na posição articular e de pele que surgem na planta dos pés, podendo levar a formação de úlceras ("mal perfurante plantar"). Os sinais mais característicos da presença de neuropatia são a perda de sensibilidade em bota e luva, o surgimento de deformidades como a perda do arco plantar e as "mãos em prece" e as queixas de formigamentos e alternância de resfriamento e calorões nos pés e pernas, principalmente à noite.

Sintomas dermatológicos: Pacientes diabéticos apresentam uma sensibilidade maior para infecções fúngicas de pele (tinha corporis, intertrigo) e de unhas (onicomicose). Nas regiões afetadas por neuropatia, ocorrem formações de placas de pele engrossada denominadas hiperceratoses, que podem ser a manifestação inicial do mal perfurante plantar.

Sintomas ortopédicos: A perda de sensibilidade nas extremidades leva a uma série de deformidades como os pés planos, os dedos em garra, e a degeneração das articulações dos tornozelos ou joelhos ("Junta de Charcot").

Como o médico faz o diagnóstico ?
O diagnóstico pode ser presumido em pacientes que apresentam os sintomas e sinais clássicos da doença, que são: sede excessiva, aumento do volume e do número de micções (incluindo o surgimento do hábito de acordar a noite para urinar), fome excessiva e emagrecimento. Na medida em que um grande número de pessoas não chega a apresentar esses sintomas, durante um longo período de tempo, e já apresentam a doença, recomenda-se um diagnóstico precoce .
O diagnóstico laboratorial do Diabetes Mellitus é estabelecido pela medida da glicemia no soro ou plasma, após um jejum de 8 a 12 horas. Em decorrência do fato de que uma grande percentagem de pacientes com DM tipo II descobre sua doença muito tardiamente, já com graves complicações crônicas, tem se recomendado o diagnóstico precoce e o rastreamento da doença em várias situações. O rastreamento de toda a população é porém discutível.

Fatores de Risco para o Diabetes Mellitus
Existem situações nas quais estão presentes fatores de risco para o Diabetes Mellitus, conforme apresentado a seguir:

Idade maior ou igual a 45 anos, História Familiar de DM ( pais, filhos e irmãos), Sedentarismo
HDL-c baixo ou triglicerídeos elevados, Hipertensão arterial, Doença coronariana, DM gestacional prévio, Filhos natos com peso maior do que 4 kg, abortos de repetição ou morte de filhos nos primeiros dias de vida, Uso de medicamentos que aumentam a glicose ( cortisonas, diuréticos tiazídicos e beta-bloqueadores).


Objetivos do Tratamento
Os objetivos do tratamento do DM são dirigidos para se obter uma glicemia normal tanto em jejum quanto no período pós-prandial, e controlar as alterações metabólicas associadas.
Tratamento
O tratamento do paciente com DM envolve sempre pelos menos 4 aspectos importantes:

Plano alimentar: É o ponto fundamental do tratamento de qualquer tipo de paciente diabético. O objetivo geral é o de auxiliar o indivíduo a fazer mudanças em seus hábitos alimentares, permitindo um controle metabólico adequado. Além disso, o tratamento nutricional deve contribuir para a normalização da glicemia, diminuir os fatores de risco cardiovascular, fornecer as calorias suficientes para manutenção de um peso saudável, prevenir as complicações agudas e crônicas e promover a saúde geral do paciente. Para atender esses objetivos a dieta deveria ser equilibrada como qualquer dieta de uma pessoa saudável normal, sendo individualizada de acordo com as particularidades de cada paciente incluindo idade, sexo, situação funcional, atividade física, doenças associadas e situação sócioeconômico-cultural.
Composição do plano alimentar A composição da dieta deve incluir 50 a 60% de carboidratos, 30% de gorduras e 10 a 15% de proteínas. Os carboidratos devem ser preferencialmente complexos e ingeridos em 5 a 6 porções por dia. As gorduras devem incluir no máximo 10% de gorduras saturadas, o que significa que devem ser evitadas carnes gordas, embutidos, frituras, laticínios integrais, molhos e cremes ricos em gorduras e alimentos refogados ou temperados com excesso de óleo. As proteínas devem corresponder a 0,8 a 1,0 g/kg de peso ideal por dia, o que corresponde em geral a 2 porções de carne ao dia. Além disso, a alimentação deve ser rica em fibras, vitaminas e sais minerais, o que é obtido pelo consumo de 2 a 4 porções de frutas, 3 a 5 porções de hortaliças, e dando preferência a alimentos integrais. O uso habitual de bebidas alcoólicas não é recomendável, principalmente em pacientes obesos, com aumento de triglicerídeos e com mau controle metabólico. Em geral podem ser consumidos uma a duas vezes por semana, dois copos de vinho, uma lata de cerveja ou 40 ml de uísque, acompanhados de algum alimento, uma vez que o álcool pode induzir a queda de açúcar (hipoglicemia).

Atividade física: Todos os pacientes devem ser incentivados à pratica regular de atividade física, que pode ser uma caminhada de 30 a 40 minutos ou exercícios equivalentes. A orientação para o início de atividade física deve incluir uma avaliação médica adequada no sentido de avaliar a presença de neuropatias ou de alterações cardio-circulatórias que possam contra-indicar a atividade física ou provocar riscos adicionais ao paciente.
Medicamentos, Hipoglicemiantes orais: São medicamentos úteis para o controle de pacientes com DM tipo II, estando contraindicados nos pacientes com DM tipo I. Em pacientes obesos e hiperglicêmicos, em geral a medicação inicial pode ser a metformina, as sultoniluréias ou as tiazolidinedionas. A insulina é a medicação primordial para pacientes com DM tipo I, sendo também muito importante para os pacientes com DM tipo II que não responderam ao tratamento com hipoglicemiantes orais.

Rastreamento: O rastreamento, a detecção e o tratamento das complicações crônicas do DM deve ser sempre realizado conforme diversas recomendações. Essa abordagem está indicada após 5 anos do diagnóstico de DM tipo I, no momento do diagnóstico do DM tipo II, e a seguir anualmente. Esta investigação inclui o exame de fundo de olho com pupila dilatada, a microalbuminúria de 24 horas ou em amostra, a creatinina sérica e o teste de esforço. Uma adequada analise do perfil lipídico, a pesquisa da sensibilidade profunda dos pés deve ser realizada com mofilamento ou diapasão, e um exame completo dos pulsos periféricos dever ser realizada em cada consulta do paciente. Uma vez detectadas as complicações existem tratamentos específicos, os quais serão melhor detalhados em outros artigos desse site.

Como se previne ?
A prevenção do DM só pode ser realizada no tipo II e nas formas associadas a outras alterações pancreáticas. No DM tipo I, na medida em que o mesmo se desenvolve a partir de alterações auto-imunes, essas podem ser até mesmo identificadas antes do estado de aumento do açúcar no sangue. Esse diagnóstico precoce não pode ser confundido porém com prevenção, que ainda não é disponível.
No DM tipo II, na medida em que uma série de fatores de risco são bem conhecidos, pacientes que sejam portadores dessas alterações podem ser rastreados periodicamente e orientados a adotarem comportamentos e medidas que os retire do grupo de risco.
Assim é que pacientes com história familiar de DM, devem ser orientados a: manter peso normal, praticar atividade física regular, não fumar, controlar a pressão arterial, evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas (cortisona, diuréticos tiazídicos)

Essas medidas, sendo adotadas precocemente, podem resultar no não aparecimento do DM em pessoa geneticamente predisposta, ou levar a um retardo importante no seu aparecimento e na severidade de suas complicações.


Informações retiradas do site ABC da Saúde.


Espero que ajude alguém... beijos a todas e bom findi... Keli.


Muito obrigada pela sua visita!!!